segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dialogo

Ei, pra onde você ta indo? – olhos inquietos
A lugar nenhum – encarou-o
Posso ficar aqui com você?
- apertou as mãos apreensivas - Eu não sei se pode – abaixou a cabeça
Porque? – olhos curiosos
To esperando a... solidão... – encolheu-se, se encostando na parede gelada
Eu cheguei – sorriu – então, posso ficar? – limpou um lugar no chão
Pode! – puxou-o para perto, contraindo-o em um abraço - mas por favor, não venha falar sobre sentimentos comigo.




Não quero falar sobre saudade.

Tem coisas que doem apenas em pensar; imagina então em falar, seria como cortar meus pulsos enquanto você fica só olhando o sangue escorrer pelo chão branco do teu quarto, e eu sei que você não quer isso; seria um baita trabalho pra limpar tudo. As vezes sinto como se algo aqui tivesse que ser cortado e replantado ou até mesmo morrer para renascer de outra forma, não menos intenso, não menos acolhedora, apenas mais especifico da sua real e única importância



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

re-admitir

Talvez a culpa não seja minha, ou até que pode ser. eu assumiria meus erros, mas não os teus, eu até poderia acreditar que mudanças iriam acontecer, mas no fundo não te sinto como o cara sincero que sempre foi, não te vejo mais como o garoto que entrou e ascendeu todas as luzes da casa, saia, por favor, e apague tudo o que você iluminou. 


domingo, 6 de novembro de 2011

Re-conhecer


Posso ficar aqui com você? - estendeu a mão
Pode! - tocou-me nos dedos
Você ta quente - segurou-me com mais força
Você ta gelada - retribui o aperto de mão
Preciso me esquentar - puxou-me envolvendo em um abraço
Preciso esfriar - afoguei as mãos em suas costas me acomodando - mais eu to de partida - soltei-a e esfreguei as mãos na calça jeans surrada
Posso ir com você? - sorriu presunçosa
Eu não sei se você vai gostar - encarei-a abaixando a cabeça por fim
Não importa! - pegou a mochila e pós nas costas -eu não vou te largar por nada
Por nada? - Observei espantada
por nada! - segurou-me novamente
então eu também nao te largo - abri um sorriso de canto a canto do rosto


for: dantavares


domingo, 23 de outubro de 2011

A garota e o atleta - texto 1 -

Enquanto olhava o céu da janela do seu quarto; o céu estrelado de outubro, seus pensamentos voavam a cada suspiro. Sua respiração estava acelerada como a de um atleta fora de forma; ela como o atleta pensavam a mesma coisa: desisto fácil. Mas ambos continuavam. Ela olhava o ceu e suspirava e ele corria tentando ao menos ultrapassar a linha de chegada


Codificou

Seus olhos carregavam um peso; as olheiras eram fieis, as expressões eram encravadas na testa, o seu sorriso não era o mesmo; faltava-lhe água nos lábios, seus olhos não sorriam mais; agora eram olhos tristes... Cansados. Não foi o tempo, a velhice ou nada do tipo que lhe causaram tamanhas diferenças. Foi o amor. Consumiu-lhe, sugou toda sua força vital.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

puff

A verdade é que eu não estava nem aí se ia chegar um dia que seu sorriso não seria pra mim (e por mim), que eu não ia mais ouvir teu ‘eita’ ou ‘né, pessoa linda?’ que me fazia ter borboletas no estômago. Eu apenas queria ter algo bom nisso tudo pra lembrar depois – e eu tenho. Eu apenas queria te sentir. (Por: it'sanny)

Incoveniente


- Dia desses recebi uma visita, logo apos ao sol se por, acho que era fim de Outubro ou novembro, sei lá. Chegou como quem não queria nada, disse que era uma visita corriqueira. Acomodou-se na poltrona. Aceitou ao convite de jantar. já se passava das doze quando resolver que nao era hora mais de argumentar.
Logo cedo quando acordei tive uma leve impressão que ela iria voltar.
- Tem pensamentos que são como visitas meu amigo tornou a falar.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Com afeto

Seus olhos ficaram inquietos, iam e vinham ao encontro dos meus

- Então, demorei?
- Um pouco, só um pouco... - suspirou
- Pouco quanto?
- Só alguns meses, mas tudo bem!

Os olhos do garoto pairaram pelo ar tentando se lembrar quanto tempo havia passado

- Posso entrar?
                    (Silêncio)
- Você nunca saiu!
 -for: its

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tenta entender...

as vezes as coisas chegam aos finais sem serem fins,
muita coisa aconteceu, quando eu digo muita é porque foram muitas mesmo
e em meio a tudo isso eu deixei de querer que o vento me levasse até você,
mas não quero deixar de te ver, só não consigo te ver com os olhos de antes,
foram escolhas, sabe, de vez em quando a gente tenta acerta nas coisas,
abre mão de outras coisas, são renuncias, eu to fazendo muitas por esses tempos.
eu só to tentando melhorar minha felicidade,